No Sevenwaters
(Selenia)
Alguma vez deu por si a ter conversas impressionantemente redundantes? A discutir com amigos as providências divinas de ter sapatos com borracha na biqueira? Então isto é prática normal, e não um distúrbio mental afecto a nós em particular...
Capítulo 1 Caran Dache no maki
Selenia: Depois queres que te empreste os lápis de cor?
Allatar: Ah sim, sim!!! Obrigado. Mas... Oh! Esquece, eu posso pedir ao meu irmão! Ele deve ter alguns por lá.
Selenia: (irónica) Olha que num sei... não tou a ver um estudante de arquitetura a ter lápis de cor por casa...
Allatar: Ah... pois é... azar...
Selenia: Se fosse estudante de direito, aí talvez...
Allatar: Mas olha que se fosse de matemática ai sim--
Selenia: O.O! Claro, o que é um estudante de matemática sem lápis de cor!
Allatar: Da Caran dache, ali, bonitinhos! para desenhar as curvas de Gauss..
Selenia: Pois é...alguma vez um arquitecto tem lápis de cor.
Allatar: Menos provável de ter lápis de cor, só os estudantes de arte...
(é claro que isto é um resumo... na realidade esta conversa durou uns bons cinco a dez minutos...)
Capítulo 2 Granulosa no maki
Esta conversa, infelizmente tem que ser censurada.... Basta saber, no entanto, que começou num almoço, devido a uma mousse de chocolate com uma textura algo... estranha. Alguém, então, fez o comentário que ninguém que esteja a comer mousse de chocolate quer ouvir, e a conversa descarrilou a partir daí... feijoada, uvas, cerejas e outros alimentos foram deturpados para os efeitos desta conversa que acabou numa descrição bastante exaustiva e gesticulada dos diferentes tipos de, bem.... diarreia.....
Capítulo 3 Divindades no maki
Digamos que isto, veridicamente e no espaço de duas semanas, sensivelmente, foi das conversas da treta mais duradouras e megalómanas de sempre.Como na pasta de um estudante é necessário ter, no mínimo, um papel com cinco palavras escritas, um rapaz escreveu:"Declaro que este documento é comprovativo que o possuidor desta pasta, António, é Deus. Assinado: Deus."Logo de imediato houve um contestador a esse documento, afirmando que o documento era falso visto que Deus era, na realidade, ele, e que ele não se lembrava de alguma vez ter assinado o documento. A partir daí, numa campanha capaz de fazer empalidecer o Paulo Portas, ambos os candidatos a Deus foram ganhando apoiantes, profetas, oráculos e papas, geralmente atormentando as pessoas que, ao exclamarem "meu Deus", se deparavam com a resposta: "Chamaste-me?"Por fim, alguém pôs fim a esta febre. Se alguém é Deus, então alguém conheçe todos os cantos do Mundo. (Mundo esse que por estes lados indica uma certa pessoa,e não o planeta. Se bem que haja certas semelhanças). Imediatamente Ludgero desistiu de ser Deus, e Réu, a metade da Divina Dualidade, desertou e deixou António sozinho com a batata quente.
Capítulo 4 Primatas no maki
Ao Almoço, discutiam-se as disciplinas de opção, focando-se a conversa na disciplina de Primatologia.
Selenia: Primatologia é fixe, se bem que macacos não sejam propriamente o meu prato do dia.A isto
Allatar ri-se e, num rompante, pergunta:Ai, então não gostas de um lémur assado?
Orlagh: nem de arroz de Mandril.
Allatar: mas olha que espetadas de Langur...
Selenia: Não, não gosto dos pimentos.
Orlagh: E que tal Narigudos no forno?
Allatar: Não, que eles só comem erva, sabem a vaca.
Orlagh: Rissóis de marmoseta.
Selenia: Talvez Saimiri na púcara. Ou carne de Macaca à Alentejana. Ah, já sei. Bonobo à Brás.
Allatar: Bonobo à Gomes de Sá.
Selenia: Ah! Pastéis de Bonobo!
Allatar: Punhetas de Bonobo.. (que é um prato de bacalhau parecido com iscas)Aqui foi o descalabro, e a conversa parou com o riso visto que, os bonobos são chimpanzés muito cohecidos por indulgirem em actos sexuais (sozinhos ou acompanhados, sem distinção de sexos) em vez de andarem à pancada.Enfim.... são as que me lembro agora... Estejam à vontade para adicionarem os vossos próprios capítulos...
(Orlagh, eu)
Ok, e agora uma coisa que eu não cheguei a dizer ao almoço. Aqueles rissóis já me estavam a saber mal.A isto é que se chama uma Macacada.Bolas.Assim o pessoal não nos leva a sério, Sel. Imagina que há aqui alguém que no futuro nos vai dar emprego.
Ah tal coisa licenciado em Biologia na Universidade de Coimbra e tal... Pere lá. Você conhece o Allatar, a Selenia ou a Jo?
He. Eu sou o Allatar/Selenia/Jo.
ER... Pois. E eu tinha tão boas recomendações... Nós ligamos-lhe mais tarde. Próooooooooooooximo.Pá, assim ninguém nos dá crédito. Qualquer dia vai tudo para o Porto e para Lisboa estudar Biologia. AH NÃO POSSO!!! SELENIA!!! LEMBREI-ME DE UM!!!Bitoque Fantástico de Tamarim!!!!!Um dia hei-de ir presa por arranjar chatice... Weeeee.E o meu cabelo agora dá para fazer crista e tudo! /Eu tinha de dizer isto) Como é que era aquela sobre Jesus ser ou não ser homozigótico?
(Allatar)
Não, supostamente Jesus é haplóide, pois foi originado sem fecundação por partenogénese.
(Selenia)
Pois foi..... esqueçi-me dessa que durou ai....para aí uns quarenta minutos ao almoço, com direito a sequela em plena aula de invertebrados...
(Orlagh)
Bolas!Mas quantas vezes é que eu tenho de dizer-vos que, aparentemente, houve a Semente Divina?
A Semente Divina pode não ter sido visível, mas bolas, não vêem que Jesus nasceu homem? A Maria só deu UM cromossoma X, o cromossoma Y teve de vir de algum lado.Não é nada haplóide. É diplóide. E não é Partenogénese, mas sim Divinogénese.
Já agora, vou aqui contar outra conversa da treta, instaurada numa quinta-feira de manhã no intervalo de Bioquímica. Estavamos no Departamento de Bioquímica e nisto passa o Moicano (personagem muito adorada da nossa Ângela, mas em quem já ninguém pode ouvir falar. Menos eu, que sou muito compreensiva. E sou!), que é de Arquitectura.
Enfia-se no Elevador e lá vai ele.Vamos agora assistir à conversa que se seguiu (a Revolução dos Dicionários):
Eu: 'Tão... Mas se ele é de Arquitectura, como é que ele sobe no elevador do Departamento de Bioquímica?
Carlos: É que um fica ao pé do outro. Interpenetram-se.
Eu: Ahh.
(Dois segundos depois)
Eu: Não. Se eles se interpenetrassem, havia uma penetração recíproca, o que não acontece. O que se passa, o que tu queres dizer, é que é apenas um departamento penetra o outro. A interpenetração não existe neste caso.
Carlos: Hum... Um departamento penetra o outro em vários pontos, acho eu.
Eu: Ah pronto. Então isso é uma penetração reticulada. Portanto, em forma de rede. Um departamento penetra o outro emitindo como que raízes... Não achas?
Carlos: Ah exacto.
E foi isto, meus senhores.
Outra coisa que me aconteceu esta semana, foi alguém que eu cá conheço...Não vou citar nomes, mas basicamente a Selenia (oops) disse, a certa altura, que "até achava piada ao Draco Malfoy". E eu, que estava ao balcão do Bar do nosso rico Departamento, meio distraída, comecei a dizer "Bolas. Qualquer dia até há alguém que goste do S..." e calei-me. Olhei para ela, ela com aquele sorriso escarninho que ela faz quando fala naquilo, e diz-me: "Joana...Eu gosto do Snape."Perceberam? Eu ia dizer "Se já há quem ache piada ao idiota do Draco, qualquer dia nasce alguém que goste do Snape!!!!" A questão é que...já nasceu.E, inclusivamente, esta traidorazita quer ir de cachecol dos Slytherin para a estreia do Harry, enquanto eu levo o dos Gryffindor. Se levares, Sel, digo-te já que vou andar o dia todo a sibilar ou a falar Parseltongue. Yuahahaha.Sim, porque afinal quem fala com serpentes são os Gryffindor, não os Slytherin.Sssssss...
I SUPPORT...HARRY POTTER!
Não falem para o Allatar. Ele torce pela Fleur.

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