Teorias com sabor a Menta (Peppermint Patty)
Este ano foi muito instrutivo. Fartei-me de aprender, vocês não têm ideia. Mas também ensinei e fiz umas descobertas que, modéstia à parte, me valeriam um rico Prémio Nobel. E é por aí que vou começar; pela publicação em formato bloggy da minha mais poderosa descoberta.
Eu descobri o que é o... Amor.
Isto foi antes de eu ter conhecido o Filipe, pelo que esta descoberta já começa a valer o dobro. Como é que é possível descobrir o que o amor, sem me apaixonar, perguntam vocês, e com toda a razão.
Meus senhores, passarei a explicar. Mas primeiro, quero agradecer à minha professora de Química Orgânica (teórico-prática), porque se não fosse ela a carregar-nos com um trabalho de casa bastante aborrecido e que me fez ir enfiar o nariz nos livros bafientos da biblioteca (o problema é que eu odeio aquela biblioteca, porque respirar lá dentro vale-nos sempre um FALA BAIXO, NÃO VÊS A PLACA A DIZER PROIBIDO FAZER BARULHO? Basicamente, aquele Departamento pode albergar muitos gabinetes de gente inteligente, mas francamente... há com cada figurinha... os profs "inesquecíveis" (ya, chama-lhe nomes...) são todos de lá, o Mr. Filch trabalha lá...), eu nunca teria ido fazer aquela pesquisa soberba.
Mas, o mérito é maioritariamente (TODO) meu. Porque fui eu que escolhi estudar aquela dita substância.
Portanto, meus senhores, deixo-me de palavreado e passo a dizer... que... descobri o que é o Amor.
Como sabem, o amor é fogo que arde sem se ver, já dizia o caríssimo Camões (que foi?, eu gostei d'Os Lusíadas... Mais dos Maias, mas adiante... Eu adoro citar o Eça de Queirós e ver o olhar horrorizado das raparigas da minha idade que só pensam em saltos altos... Hehehehe...).
Ora, foi com enorme espanto que, no decorrer da minha pesquisa sobre o Metanol, descobri que este é altamente inflamável e que, quando arde, as suas labaredas têm a particularidade de passarem despercebidas, sendo os danos causados... sem se ver o fogo. Isto, em palavras mais comuns: arde sem se ver.
Meus senhores!
O Amor é, nada mais, nada menos, que o Metanol!!!!! Incrível, hein?
Alguém tem o mail do Camões, para eu o pôr a par desta derradeira actualização? Hum?
Siiiiiiim. Eu sou um Génio. Sem lâmpada. Mas um Génio.
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A minha mais recente lição resume-se a isto: quanto mais queremos uma coisa, menos a temos. Até parece que a vemos tornar-se cada vez mais longe, ao invés de a termos mais perto.
Já viram como são as coisas?
E é isto.
Pelo menos comigo, acontece.
Portanto, o melhor é mesmo seguir os sábios (hem hem) conselhos do Ricardo Reis, um dos heterónimos do Pessoa, que, salvo erro, defendia que não há cá exaltações, o que vier, vem e nós temos de aceitar e tal. Eu, pessoalmente, a modos que... não gosto lá muito do Pessoa, e o Reis era um bocado palerma com esta fisolofia, mas vou aproveitar a deixa dele e dizer que sim, é preciso é ter calma.
Está comprovado que é isto. Nós estamos doidos de stress porque tal nunca mais acontece e nós queremos mesmo muito. Deixamos de ser tão atómicos, ficamos mais calminhos... E zás, cai-nos tudo em cima. A sério. Já estou farta de ver comprovativos desta teoria.
Mas é diferente de deixar de lutar e aceitar o Destino. Isso é que não. Também é preciso personalidade.
Beijinhos,
Cláudia.
(Cláudia: designação que me foi dada pelo meu pai-adoptivo, Thanatos.)

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